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Foi dada a largada para o curso de Jornalismo de Dados no Rio de Janeiro!

Bruna Caldas e Déborah Araujo

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“O que é jornalismo de dados?”: Natália Mazotte apresentou os conceitos iniciais da área no primeiro dia de curso.

O calor carioca não desmotivou a turma de jornalistas e estudantes do curso “Introdução ao Jornalismo de Dados”, que começou nesta segunda (08/12), no Rio de Janeiro. Natália Mazotte e Marco Túlio Pires, coordenadores da Escola de Dados no Brasil, guiaram o primeiro dia de atividades, apresentando conceitos e possibilidades oferecidas pela área. “O jornalismo de dados nasce desse contexto no qual rastros digitais são deixados para praticamente todas as ações que realizamos, e temos acesso a uma crescente quantidade de informação”, explica Natália.

Com base na Pirâmide Invertida de Jornalismo de Dados de Paul Bradshaw, os instrutores destrincharam os cinco passos do fluxo de trabalho do jornalismo de dados: compilar, limpar, contextualizar, combinar e, por fim, comunicar. Em seguida, apresentaram exemplos de trabalhos jornalísticos guiados por dados de veículos de diferentes países.

O curso é o primeiro realizado na ECO/UFRJ e o segundo no país, e faz parte do programa Partnership for Open Data (POD), uma parceria entre o Banco Mundial, o Open Data Institute e a Open Knowledge Foundation para acelerar a abertura de dados em países em desenvolvimento. A edição no Rio de Janeiro recebeu mais de 100 inscrições, das quais foram selecionados 20 profissionais e 5 estudantes de Jornalismo de diferentes cidades do país alem da capital fluminense, como São Paulo, Florianópolis e Fortaleza.

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Alunos apontam o grau de conhecimento que possuem nas ferramentas que serão apresentadas ao longo do curso.

A primeira sondagem mostrou que a turma, em sua maioria, possui mais noções de excel, busca avançada e Lei de Acesso à Informação. O objetivo do curso é que até o fim da semana os profissionais conheçam e experimentem novas ferramentas para facilitar e refinar o modo como lidam com os dados em suas reportagens.

São inúmeras as possibilidades de contar histórias aprofundadas, com maior credibilidade e até interagíveis com o leitor: há questionários comparativos sobre as diferenças entre homens e mulheres na França do projeto Le Pariteur, criado pelo grupo WeDoData; já as biografias e informações atualizadas dos 242 ocupantes de altos cargos estaduais no Texas (EUA) estão disponíveis no Elected Officials Directory, reunidas pelo jornal Texas Tribune; e a compilação de uma pesquisa documental de reportagens e condenações de corrupção no Brasil estão na linha do tempo Rede de Escândalos, produzida pela Revista Veja.

Após a exposição teórica, a turma se organizou em cinco grupos para escolher os temas que vão trabalhar em seus projetos de matérias guiadas por dados. Os resultados serão apresentados no último dia do curso.

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