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Grupos de estudos baseados no MOOC trabalham em projetos de dados


Os grupos de estudo baseados no MOOC do Centro Knight “Técnicas do Jornalismo de Dados” estão bombando. As turmas de Belo Horizonte, Campinas, Salvador e Recife já fizeram seus primeiros encontros, que acontecerão semanalmente até o final do curso. O MOOC ainda está aberto para inscrições, veja os detalhes aqui.

São, ao todo, cerca de 50 pessoas que estão aproveitando as reuniões para debater presencialmente o conteúdo que é dado nas aulas e tocar projetos, que, ao final dos trabalhos, serão publicados aqui no blog.

E dá pra dizer que, graças aos encontros, promovidos pela Escola de Dados junto com parceiros locais, o que está rolando é uma semana de dados Brasil afora. Em Campinas e Recife, as reuniões estão acontecendo às quartas-feiras. Em BH, às quintas; em Salvador, às sextas; e em Porto Alegre, aos sábados. Segunda-feira é dia de conteúdo novo no MOOC e, terça… bom, aí o Deus dos dados pode descansar, né?

A galera de BH está com uma turma de 20 participantes, bem plural. “O perfil predominante é de jornalistas, mas o grupo recebeu também interessados no assunto de outras áreas como ciência da computação, design, administração”, explica Raquel Camargo, facilitadora do grupo por lá, que é jornalista e fundadora da agência de comunicação e marketing digital Lhama.me. Ela conta que o grupo está muito empolgado “para a geração de uma ‘cultura datera’ e inovadora”. Atenção: “cultura datera”. Boa essa, não?

Em Belo Horizonte, o grupo fez um gráfico humano baseado no conhecimento de cada  um em Jornalismo de Dados
Em Belo Horizonte, o grupo fez um gráfico humano baseado no conhecimento de cada um em Jornalismo de Dados

E a Raquel nos conta que, além de fazer gráficos humanos baseados no conhecimento em Jornalismo de Dados, a “mineirada” tá brincando de duas coisas. A primeira é de fazer um mapa de doações de medula óssea em Minas, no Brasil e no mundo. A segunda é um projeto que buscará melhorar a transparência no Tribunal de Contas mineiro.

A 579 quilômetros dali (segundo o Google), em Campinas, quem tá reunindo o pessoal é o Edvan Lessa, mestrando do Labjor – Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, da Unicamp. E a energia é tanta que tem até gente de Goiás, participando via Skype. É a Sarah Teófilo, repórter do Jornal Opção, de Goiânia. Ou seja, um encontro presencial virtual. E, sendo a maioria acadêmicos, por lá o foco é bem interessante. Edvan diz que na primeira reunião debateu-se muito sobre “a importância de falar de modo mais contextualizado e comparativamente, a partir de números, sobre a pesquisa científica em distintos estados do Brasil”. E vejam que legal o que ele diz. “Também pensamos sobre como o jornalismo de dados pode ser feliz à dissertação de alguns integrantes; não necessariamente enquanto objeto, mas enquanto método. É possível? Acreditamos que sim”. O potencial do uso de técnicas do Jornalimo de Dados para a pesquisa acadêmica é um assunto muitas vezes levantado em eventos e encontros que promovemos na Escola de Dados. Não está sendo diferente com o pessoal da Unicamp.

Eles definiram que vão trabalhar durante os encontros em cima de dados sobre a pós-graduação no Brasil: notas máximas e mínimas, correlação com número de docentes, estudantes e recursos. Pretendem usar bases de dados da Capes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entre outras.

Por fim, o mais importante de tudo que o Edvan me contou: “Foi produtivo e divertido”. Tendo aumentado o índice FIB (Felicidade Interna Bruta), já valeu!

Em Salvador, primeiro encontro teve muito debate e três projetos já delineados
Em Salvador, primeiro encontro teve muito debate e três projetos já delineados

Pulando agora 1.966 quilômetros, em Salvador a coisa começou quente também. O encontro, que está sendo realizado na Faculdade Social (FSBA), e facilitado (ou dificultado… rsrs) por mim, teve um amplo debate sobre o alcance do Jornalismo de Dados, a liberdade que os profissionais de imprensa podem ganhar quando passarem a dominar as técnicas e recursos que o modelo pode proporcionar, opções de cruzamento de dados e a mensuração dos mesmos, além da necessidade do cumprimento da Lei de Acesso à Informação (LAI), e, por fim, a necessidade (ou não) de se gastar sola de sapato para fazer Jornalismo de Dados. “Esse foi um dos quesitos que gerou maior divergência de opiniões. Alguns afirmaram que os bancos de dados por si só já seriam suficientes para responder as questões de uma matéria jornalística. Outros salientaram que sentem falta de personagens aproximando os dados contidos no texto à realidade do leitor”, conta Ronaldo Cerqueira, um dos integrantes do grupo, que se mostrou empolgado com a oportunidade. “O projeto vai auxiliar na interação dos indivíduos, proporcionando a experiência de vivenciar o funcionamento de uma equipe de dados em uma redação”, explica.

Aqui na Bahia, o grupo também é majoritariamente de jornalistas, mas tem (ufa!), designer e programadores. Ah, claro! Também nos dividimos em três grupos e os assuntos que vamos perseguir: violência contra crianças e adolescentes e maioridade penal, servidores públicos baianos e seus vínculos múltiplos e, ainda, desempenho das escolas brasileiras no Enem e correlações entre os indicadores de cada uma delas.

Galera de Recife, no InCiti. Na parede, inspirações.
Galera de Recife, no InCiti. Na parede, inspirações.

Em Recife (a 806 km, não esqueci…), o primeiro encontro, facilitado pela jornalista Larissa Brainer, que trabalha na comunicação da Open Knowledge, aconteceu no InCiti, grupo de pesquisa e inovação em cidades da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Por lá, a ideia é que os trabalhos se direcionem para essa temática de cidades.

Em Porto Alegre, as reuniões estão previstas para começar este sábado. Quem toca os trabalhos ali é o jornalista Moreno Osório, doutorando em Comunicação e fundador do Farol Jornalismo.

Ah, e se você ainda quiser se juntar em qualquer uma das cidades, seguem abaixo os contatos dos facilitadores. Entre em contato com eles para saber horário, local dos encontros e se ainda há espaço para novos integrantes.

Belo Horizonte Raquel Camargo ([email protected])
Jornalista, mestre em Linguagens e fundadora da agência Lhama.me

Campinas Edvan Lessa ([email protected])
Jornalista, mestrando em Comunicação pela Unicamp

Porto Alegre Moreno Osório ([email protected])
Jornalista, doutorando em Comunicação e fundador do Farol Jornalismo

Recife Larissa Brainer ([email protected])
Jornalista, trabalha na comunicação da Open Knowledge

Salvador Juan Torres ([email protected])
Jornalista, gerente de projetos da Escola de Dados e editor do jornal Correio*

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