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Porto Alegre estava sedenta por um Cerveja com Dados

Por Taís Seibt, publicado originalmente no Medium

O sucesso de público da primeira edição do Cerveja com Dados em Porto Alegre deixou um recado bem claro: estávamos precisando de um encontro desses na capital gaúcha. Numa ação de interatividade em tempo real, tivemos 89 conectados NO BAR. Certamente tinha gente lá que não se conectou. E sabemos que tinha mais de uma centena de interessados no evento, ou seja, teve gente que gostaria de estar lá, mas não pôde ir. Não se preocupem, este foi só o primeiro.

A sacada de juntar cerveja e dados abertos para promover networking é da Escola de Dados, que vem incentivando esses eventos descentralizados em várias partes do Brasil. Não imaginávamos que em Poa conseguiríamos juntar um público tão diversificado e qualificado. Tinha jornalista, desenvolvedor, sociólogo, advogado, matemático, analista de sistemas, servidor público, professor universitário, estudantes de diferentes cursos e simpatizantes em geral.

Não deu para interagir com todo mundo, mas deu para ver que todo mundo interagiu com alguém. Estamos curiosas (falo por mim e pela Alexandra Zanela, que encabeçou a organização comigo) para saber o que vai sair dessas conversas de bar. Muitas ideias promissoras surgem numa mesa de bar, não é mesmo?

Para inspirar a galera, Marília Gehrke, Francisco Amorim e Naira Hofmeister compartilharam experiências. A partir de resultados da pesquisa de mestrado, a Marília fez um raio-X das fontes mais usadas por jornalistas de dados em três países. Estatísticas e documentos, segundo ela, são fontes importantes em tempos de desinformação.

Por falar nisso, Francisco aprofundou a conversa sobre estatísticas no jornalismo — descrever ou inferir? Reportar ou constatar? Eis a questão. E ainda deu uma dica leitura para repórteres (que, ok, provocou risos dos colegas da TI): Descobrindo a Estatística Usando o SPSS, de Andy Field.

A rodada terminou com a Naira apresentando o caminho da investigação “Inimigos da Amazônia”, que atravessou bancos de dados que não batem e listas de “laranjas” até chegar aos maiores desmatadores da Amazônia pelos “métodos tradicionais”, como diz a jornalista. Para chegar a reportagens como esta que o The Intercept Brasil publicou no ano passado, foi necessário ir a campo, entrevistar pessoas e ligar os pontos. Nem tudo está nas planilhas. E vem mais histórias por aí neste esforço de reportagem colaborativo fomentado pelo Fundo Brasil, que envolve jornalistas independentes e iniciativas como Volt Data Lab e Infoamazônia.

O time de palestrantes e organizadores: Marília Gehrke, Francisco Amorim, Alexandra Zanela, Taís Seibt e Naira Hofmeister

A íntegra das apresentações será disponibilizada online em breve, para o pessoal assistir enquanto a gente organiza o próximo encontro. E tem mais as dicas que os participantes deixaram pipocando quando abrimos o microfone (confira os links no pé do texto). Tivemos problemas de sonorização, aliás, que inviabilizaram uma participação mais significativa do público. Pedimos desculpas por isso, e já temos ideias para os próximos.

Pelo jeito, não vai ser por falta de assunto que vai deixar de rolar a segunda edição. Na próxima, pretendemos também criar um sistema mais efetivo de networking para misturar a galera. Já que conseguimos furar nossas pequenas bolhas e juntar gente interessada em dados abertos com formação em diferentes áreas do conhecimento, precisamos descobrir um jeito de juntar essas potencialidades para fazer alguma coisa bacana em conjunto.

Pelo jeito, não vai ser por falta de assunto que vai deixar de rolar a segunda edição. Na próxima, pretendemos também criar um sistema mais efetivo de networking para misturar a galera. Já que conseguimos furar nossas pequenas bolhas e juntar gente interessada em dados abertos com formação em diferentes áreas do conhecimento, precisamos descobrir um jeito de juntar essas potencialidades para fazer alguma coisa bacana em conjunto.

A nuvem de palavras que rolou via POX no final do evento (aí em cima) dá uma pista do que nos espera: com informação, motivação e inspiração — e também uma boa dose de bom-humor e algumas cervejas geladas no meio — o desafio agora é manter a comunidade engajada e ativa. Quem vem? 🙂

Aqui vai a lista de avisos que rolou nos minutos finais:

Pox
http://we.getpox.me/login

Grupo de Dados Abertos no Telegram
t.me/dadosabertos

Cerveja com Dados — Caxias do Sul
14 de março, quinta-feira, 19h
https://www.meetup.com/pt-BR/Cerveja-com-Dados/events/258760919/

Open Data Day POA 2019
9 de março, sábado, das 9h às 16h, na Unisinos Porto Alegre
Em breve, mais informações

Curso de Extensão — Fact-checking: dos Dados à Verificação
De 15 de março a 13 de abril, na Unisinos Porto Alegre
Informações em bit.ly/cursodadospoa
PS — o site não é amigável no mobile, sorry. Para ver as informações completas, use o PC.s

As apresentações do evento podem ser acessadas aqui.

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