Construindo uma carreira no jornalismo de dados

Atividade exclusiva para pessoas inscritas no Coda.Br 2021.

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SOBRE O WORKSHOP

Para este workshop, a Escola de Dados convocou dois nomes de destaque no jornalismo de dados brasileiro para responder a perguntas comuns quando se trata da construção de uma carreira na área. Quando Marcelo Soares (Lagom Data) fez sua primeira reportagem utilizando análise de dados, o Google ainda nem estava no ar; já Jamile Santana (Painel Jornalismo/Énois), apesar de pertencer a outra geração, trabalha com dados desde antes da Lei de Acesso à Informação (LAI) entrar em vigor.

Anos se passaram e as ferramentas e recursos se atualizaram, assim como conhecimento e a técnica dos jornalistas. Isso quer dizer que agora, para ser jornalista de dados, é preciso dominar técnicas mais avançadas, como a de programação? No workshop, os jornalistas explicam que não é bem assim.

Jamile conta que já produziu muitas matérias utilizando apenas o Google Sheets, mas que também, conforme foi se inserindo mais na área, precisou começar a aprender a programar, para lidar com a análise de microdados e APIs (interfaces de programação de aplicações), por exemplo.

Sendo assim, por onde começar na programação? Jamile deu as dicas dos tutoriais da Escola de Dados e nossos cursos, que a ajudaram a avançar nos conhecimentos necessários para sua carreira como jornalista de dados. Já Marcelo conta que aprendeu muito sobre o campo fazendo cursos gratuitos das linguagens R e Python no site Coursera e também por meio de livros sobre o tema. Mas o que realmente alavancou seu domínio das linguagens foi a prática, que por sua vez foi estimulada pelo Jupyter Notebook, pois a ferramenta o permitia ter controle sobre cada trecho de código. E depois veio o Google Colab, que o ajudou a inserir de vez a programação em seu cotidiano.

Os jornalistas falam também sobre como encontrar pautas nos dados. Marcelo lembra que, na ponta, os dados são humanos até demais. À primeira vista, os dados podem parecer apenas um conjunto de números frios e objetivos, mas também são gerados por pessoas e, portanto, estão sujeitos a arbitrariedades. O jornalista ressalta que ter noção de como o dado é produzido ajuda a enxergar pautas que não poderiam ser notadas de outra forma.

Jamile destaca ainda que essa habilidade de contar histórias por meio de dados não é desejada somente no jornalismo, como também em assessorias de imprensa dos setores público, privado e terceiro setor. Os jornalistas também trocam dicas de como montar um portfólio e se integrar na comunidade de profissionais que trabalham com dados.

NÍVEL

Básico

DURAÇÃO

1:30h

Referências da atividade

jamile

Jamile Santana

Jornalista com atuação na área de Dados e Transparência. É pós-graduanda em Jornalismo de Dados e Automação pelo Insper e fundadora do Painel Jornalismo de Dados, projeto independente que engaja cidadãos e jornalistas em técnicas de apuração e transparência guiada por dados. É representante em Mogi das Cruzes do projeto Gastos Abertos e Embaixadoras da Open Knowledge Brasil. Atualmente é gerente de Jornalismo na ÉNois Laboratório de Jornalismo.

Marcelo Soares

Marcelo Soares

Trabalha com jornalismo de dados há duas décadas, tendo recebido diversos prêmios por sua atuação. Atualmente, dirige o estúdio de inteligência de dados Lagom Data, em São Paulo. É membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) e foi o primeiro editor de audiência e dados da Folha de S.Paulo.

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